Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

EUA: Bay Area compromete-se a reduzir 80% das emissões de gases com efeito estufa

Mäyjo, 12.02.14

EUA: Bay Area compromete-se a reduzir 80% das emissões de gases com efeito estufa

 

A área da Baía de São Francisco, também conhecida como Bay Area, comprometeu-se recentemente a reduzir cerca de 80% das emissões de gases com efeito estufa até 2050.

Os líderes da Agência para a Qualidade do Ar do distrito de São Francisco encarregaram já os funcionários da agência para começarem a trabalhar no plano que vai permitir reduzir as emissões deste tipo de gases para níveis inferiores aos registados em 1990.

A Bay Area é uma zona de São Francisco com níveis de poluição elevados, devido às refinarias que existem na zona. Para que este objectivo seja cumprido, as refinarias vão ter de reduzir as emissões de gases ou melhorar significativamente o seu desempenho ambiental.

Já em 2005, o então Governador do estado da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, implementou esta medida para reduzir as emissões de gases em 80%. Apesar de ser uma boa medida ambiental, alcançar esta meta requer nova legislação, incentivos do Estado e esforços redobrados tanto a nível regional como local. Apesar das dificuldades que o plano poderá ter pela frente, a Bay Area abraçou o desafio.

Um estudo, elaborado pelo Lawence Berkeley National Laboratory, indica que a Califórnia está no bom caminho para diminuir as emissões de gases com efeito estufa para níveis inferiores aos de 1990 até 2020, mas aponta que a meta de 2050 será mais realista.

Este estado norte-americano está a conseguir reduzir a emissão de gases poluentes através da implementação de várias medidas, mas os investigadores indicam que será necessário implementar novas tecnologias e políticas para atingir este objectivo até 2050, uma vez que as projecções demográficas apontam para um crescimento significativo da população ao longo das próximas quatro décadas.

 

Foto: Idleformat, sob licença Creative Commons

Animais vão ficar mais pequenos com o aquecimento global

Mäyjo, 08.02.14

Animais vão ficar mais pequenos com o aquecimento global

 

Quando a Terra aquece, os mamíferos encolhem, de acordo com especialistas que analisaram registos de há 56 milhões de anos, numa altura em que as temperaturas subiram 6ºC num período de 20 mil anos.

O antepassado do cavalo, o agora extinto hyracotherium (na foto), diminuiu cerca de 30% nessa época, provavelmente para aumentar a percentagem de área de pele no volume corporal, para perder calor mais facilmente.

Na semana passada, durante a reunião da Society of Vertebrate Paleontology, uma equipa de cientistas norte-americanos centrou-se numa época mais recente – há 53 milhões de anos –mas menos severa, em termos de mudança climática. Através da análise dos molares, os pesquisadores olharam para mamíferos em sedimentos de fósseis em Bighorn Basin, no Estado norte-americano do Wyoming.

Aí, eles descobriram que os mamíferos, incluindo os veados e pequenos primatas parecidos com os actuais lémures, tornaram-se mais pequenos. Os cavalos hyracotherium diminuíram o seu tamanho em 22%.

Em ambos os casos, os animais voltaram ao seu tamanho normal quando a Terra voltou a ficar mais fria. Uma vez mais, nos dois casos, os episódios de aquecimento global foram precedidos por um aumento do dióxido de carbono na atmosfera, um fenómeno idêntico ao de hoje, explica o Science Now. Será que ele se repetirá pela terceira vez?

 

in: Green Savers

China: poluição está a elevar preço do esperma até aos €3.600

Mäyjo, 07.02.14

China: poluição está a elevar preço do esperma até aos €3.600

 

A China está finalmente a reconhecer as consequências, em termos de saúde, de décadas de poluição no País – um relatório oficial reconheceu, recentemente, que a poluição está a destruir a saúde física e mental dos chineses.

Assim, e depois de vários episódios relacionados com os efeitos da poluição na população do país asiático – incluindo o caso de cancro do pulmão de uma criança de oito anos – o mais recente indício da situação trágica está relacionado com a fertilidade: cerca de 40 milhões de pessoas entre os 20 e os 40 anos – 12,5% desta população – têm problemas de fertilidade.

De acordo com o Quartz, os chineses são cada vez mais inférteis. Li Zheng, um médico do principal banco de esperma de Xangai, diz que dois terços dos espécimes de esperma falharam os standards da OMS (Organização Mundial de Saúde). Assim, o esperma é um bem tão escasso que ele chega a custar €3.600 (R$ 11,3  mil) no mercado negro.

Segundo o agregador, o Governo aumentou recentemente os subsídios para os dadores de esperma, com vista a aumentar o seu número. É que a China, apesar da sua imensa população, é um dos países mais envelhecidos do mundo. E a não ser que o Governo reduza drasticamente a poluição, e verdade é que o gigante asiático poderá ter um sério problema de fertilidade nos próximos anos. “Se a China não proteger o ambiente, os seres humanos verão uma verdadeira catástrofe de infertilidade”, explicou Li ao Xangai Morning Post.

 

in: Green Savers

Utilização do coco para produtos de beleza ameaça fruto tropical

Mäyjo, 06.02.14

Utilização do coco para produtos de beleza ameaça fruto tropical

 

Com o aumento da popularidade dos produtos de saúde e beleza baseados em coco, a procura por este fruto disparou, e os produtores podem não a conseguir acompanhar.

Segundo os dados da Organização para a Alimentação e Agricultura (OAA) das Nações Unidas, a procura mundial de cocos está a crescer 10% ao ano, ao passo que a produção aumenta apenas 2%.

O problema está relacionado com o envelhecimento dos coqueiros dos principais países produtores deste fruto, nomeadamente as Filipinas, a Indonésia ou a Índia.

De acordo com Hiroyuki Konoma, representante para a região da Ásia e Pacífico da OAA, os coqueiros utilizados actualmente na produção foram plantados há mais de 50 anos, o que significa que têm 20 anos a mais para além do seu pico de produção, refere o Huffington Post. Se estiver plantado em solo rico, um coqueiro pode gerar, em média, 75 frutos por ano.

Segundo a OAA, a Índia produz cerca de 16 mil milhões de cocos por ano, exclusivamente para uso doméstico, e mais de €740 milhões (R$ 2,3 mil milhões) são exportados anualmente das Filipinas para os Estados Unidos. Apesar dos elevados valores de exportação, a produção, ainda assim, está cerca de 8% abaixo do nível da procura.

Porém, apesar da procura massiva de coco, que pode até mesmo ameaçar a espécie, os produtores parecem ter encontrado uma solução. No início de Novembro, mais de uma dezena de países da região Ásia-Pacífico reuniram-se em Bangkok para encontrarem a melhor solução para reabilitar a indústria. Com as iniciativas certas de replantação, a indústria acredita que pode relançar a produção “em poucos anos”, refere o director executivo da Comunidade Coqueira da Ásia-Pacífico, Romulo Arancon.

No entanto, o plano não é tão simples como plantar mais coqueiros. Um estudo da OAA indica que “será necessária ajuda técnica e financeira” para aumentar a área de produção na Indonésia, ao passo que os produtores, maioritariamente pequenos agricultores, estão já à procura de maneiras para aumentar os rendimentos, que incluem o uso de sementes híbridas.

Recuperar a população de coqueiros é importante não só para os agricultores, que dependem destas árvores para sobreviver, mas também para as linhas de costa, uma vez que estas árvores ajudam a prevenir a erosão costeira. Se a reabilitação desta árvore deixar de ser uma preocupação, os efeitos podem ser devastadores devido à intensa procura que se faz sentir, sublinha a OAA.

 

Foto:  Chirantan Patnaik / Creative Commons


IN: Green Savers